Projeto Tether

O objetivo do Projeto Tether é acompanhar pessoas com vínculo com Leme que apresentam um ou mais indicadores objetivos de potencial para alto impacto, em áreas como:

  • Desempenho acadêmico;
  • Ciência e tecnologia;
  • Excelência profissional;
  • Inovação e empreendedorismo;
  • Liderança e impacto social;
  • Mobilidade internacional.

Essa é uma forma de acompanhar quem apresenta maior probabilidade de gerar retorno relevante para o ecossistema local no longo prazo.

O Tether é um cadastro vivo. Uma pessoa pode entrar no projeto a qualquer idade, desde que apresente um ou mais dos indicadores acima.

Nesta página:

  1. Vínculo com Leme
  2. Indicadores
    1. Mobilidade internacional
  3. Critério de entrada
  4. Vagas abertas
  5. Perguntas frequentes
  6. Histórico de alterações
  7. Para parceiros

Vínculo com Leme

Para os efeitos deste projeto, nós definimos “vínculo com Leme” como qualquer vínculo significativo com a cidade, como:

  • Nasceu, foi criado ou morou em Leme por período significativo;
  • Estudou em instituição de ensino ou trabalhou em empresa local;
  • É filho de lemense ou mantém vínculo relevante com a cidade;
  • Mudou-se para cá e integrou-se ao ecossistema de forma relevante;
  • Fundou ou investiu em empresa local, ativa ou não.

Indicadores

Os seguintes indicadores são utilizados para admitir uma pessoa no projeto e observá-la ao longo do tempo:

Desempenho acadêmico

  • Destaque escolar;
  • Medalha em olimpíada;
  • Aprovação em universidade altamente seletiva;
  • Bolsa de destaque.

Ciência e tecnologia

  • Iniciação científica premiada;
  • Publicação relevante;
  • Patente;
  • Projetos de código aberto reconhecido;
  • Competição técnica;
  • Contribuição relevante para o setor.

Excelência profissional

  • Liderança empresarial*;
  • Carreira internacional;
  • Atuação em empresa reconhecida.

Inovação e empreendedorismo

  • Fundação de startup;
  • Abertura de empresa inovadora;
  • Incubação ou aceleração;
  • Investimento recebido.

Liderança e impacto social

  • Criação de ONG;
  • Projeto comunitário de impacto;
  • Liderança empresarial*.

Mobilidade internacional (ver abaixo)

  • Residência de longo prazo no exterior;
  • Trabalho internacional qualificado;
  • Pesquisa científica internacional;
  • Empreendedorismo internacional.

*Mesmo indicador.

Mobilidade internacional

Para a ALEIN, é importante medir indicadores de mobilidade internacional para responder às seguintes perguntas:

  • Quantos talentos emigraram?
  • Para quais países?
  • Em quais áreas?
  • Eles mantêm vínculo com Leme?
  • Algum voltou?
  • Algum investiu na cidade?

Critério de entrada

Um participante passa a ser acompanhado pelo Tether quando apresenta pelo menos um dos sinais acima.

Esse modelo reconhece que trajetórias extraordinárias não seguem um único roteiro. Ele também incorpora “descobertas tardias”.

Dessa forma, o projeto acompanha o surgimento do impacto ao longo do tempo, em vez de tentar prever quem terá sucesso quando ainda é jovem.

Vagas abertas

As seguintes vagas estão abertas para o Projeto Tether:

Líder de Projeto (voluntário) – 1 vaga / código P_TET_LP

Coletor de dados (voluntário) – 1 vaga / código P_TET_CD

Perguntas frequentes

O que é o Projeto Tether?

O Projeto Tether é uma iniciativa de longo prazo da ALEIN para acompanhar a trajetória de pessoas que possuem vínculo relevante com Leme e que apresentam sinais de potencial para produzir impacto em empreendedorismo, ciência e tecnologia, impacto social, liderança ou outras áreas.

A ideia é observar essas trajetórias ao longo de anos ou décadas e entender melhor como talentos se desenvolvem e como Leme pode contribuir para isso.

Por que “Tether”?

Tether significa, em inglês, uma conexão que mantém duas coisas ligadas mesmo quando elas se afastam.

O nome representa a ideia de manter uma conexão entre Leme e seus talentos, inclusive quando essas pessoas deixam a cidade para estudar, trabalhar ou empreender em outros lugares.

Outro nome possível é Projeto Elevador Espacial. O cabo que liga a âncora no equador com o contrapeso em órbita chama-se tether. (Outra codinome é Grafeno, que atualmente é o melhor material teórico para produzir esse cabo. Vamos ver qual nome pega.)

O projeto é um estudo científico?

Não necessariamente. O Tether é, antes de tudo, um projeto de inteligência e desenvolvimento do ecossistema local.

Ele pode utilizar métodos de pesquisa e produzir análises que tenham valor acadêmico, mas a ALEIN não precisa se apresentar como uma instituição de pesquisa científica para manter um acompanhamento longitudinal rigoroso.

4. Por que acompanhar pessoas “excepcionais”?

Porque os recursos do projeto são limitados e precisamos estabelecer uma população de interesse.

O objetivo não é afirmar que essas pessoas são melhores que as demais. O projeto procura acompanhar pessoas que apresentam sinais observáveis de potencial ou impacto, para entender como essas trajetórias se desenvolvem.

5. Isso não é discriminatório?

Não se o projeto deixar claro que participar do Tether não significa receber um julgamento de valor.

A seleção é uma decisão metodológica: determinadas pessoas apresentam características que tornam suas trajetórias particularmente úteis para responder às perguntas do projeto.

Além disso, a população não é fechada. Uma pessoa que inicialmente não apresentava nenhum sinal pode entrar posteriormente quando sua trajetória revelar um novo indicador de impacto.

6. E se uma pessoa “normal” acabar fazendo algo extraordinário

Ela pode entrar no projeto posteriormente.

O Tether não tenta prever perfeitamente quem será extraordinário em 15 ou 20 anos. Ele é um cadastro vivo.

Uma pessoa pode apresentar seu primeiro sinal relevante aos 18, 30 ou 50 anos.

7. Quem pode fazer parte do Tether?

Qualquer pessoa que possua um vínculo relevante com Leme e apresente algum indicador que justifique seu acompanhamento.

O vínculo pode ser relacionado a nascimento, infância, educação, residência, trabalho, empreendedorismo, família ou participação no ecossistema local.

8. A pessoa precisa ter nascido em Leme?

Não.

A participação do projeto não está condicionada ao local de nascimento.

Uma pessoa que nasceu em outra cidade, mas cresceu ou estudou em Leme, por exemplo, pode ter uma relação tão relevante com a cidade quanto alguém nascido aqui.

9. Quem foi morar no exterior pode participar?

Sim — e isso é particularmente importante para nós.

Uma pessoa pode deixar Leme para estudar ou trabalhar em outro país e continuar sendo parte da população de interesse do projeto.

O Tether procura justamente entender essas trajetórias de mobilidade e a relação entre a diáspora e o ecossistema local.

10. Morar no exterior torna alguém automaticamente elegível?

Não.

Internacionalização é um sinal possível, não uma definição de excelência.

O objetivo não é considerar alguém excepcional simplesmente porque mora fora do Brasil, mas registrar esse fato como parte de sua trajetória e avaliar sua relevância dentro dos critérios do projeto.

11. Que tipos de “sinais” podem levar alguém a ser acompanhado?

Podem incluir:

  • desempenho acadêmico excepcional;
  • olimpíadas e competições;
  • pesquisa científica;
  • patentes;
  • projetos tecnológicos;
  • empreendedorismo;
  • liderança;
  • reconhecimento profissional;
  • impacto social;
  • carreira internacional;
  • criação de organizações ou empresas;
  • outras realizações relevantes.

A lista pode evoluir conforme o projeto aprende.

12. É preciso ser fundador de uma startup para participar?

Não.

Fundadores são uma das possíveis trajetórias de interesse, mas não a única.

O projeto também pode acompanhar pessoas que desenvolvem carreiras relevantes em ciência, tecnologia, indústria, educação, cultura, governo, organizações sociais ou outras áreas.

Isso é importante porque o projeto não deve pressupor que todo talento necessariamente vira empreendedor.

13. O Tether pretende descobrir quem vai virar fundador?

Não exatamente.

Uma das perguntas que o projeto poderá investigar é quais trajetórias eventualmente levam ao empreendedorismo.

Mas o objetivo não é construir um “teste para prever fundadores”. É acompanhar as trajetórias reais e descobrir padrões que só ficam visíveis com o tempo.

14. Como os dados serão coletados?

Por diferentes meios, dependendo do tipo de informação:

  • informações fornecidas voluntariamente pelos participantes;
  • entrevistas;
  • questionários periódicos;
  • informações públicas;
  • registros de empresas;
  • publicações;
  • notícias;
  • outros registros públicos relevantes.

Informações privadas não devem ser coletadas ou divulgadas sem a devida autorização.

15. Com que frequência as pessoas serão acompanhadas?

O acompanhamento pode ser deliberadamente leve.

Por exemplo, uma atualização anual ou bienal, complementada por registros de acontecimentos importantes.

O objetivo é acompanhar uma trajetória durante décadas sem transformar o projeto em uma obrigação para os participantes.

16. O que acontece se alguém não quiser participar?

A participação pode ser voluntária quando o projeto exigir informações pessoais ou contato direto.

A pessoa pode solicitar que determinadas informações deixem de ser utilizadas, dentro das regras aplicáveis, e pode deixar de participar das etapas voluntárias do acompanhamento.

O projeto deve estabelecer desde o início uma política clara de consentimento, privacidade e uso dos dados.

17. O projeto vai publicar informações pessoais?

Não necessariamente.

É importante separar dados internos, utilizados para análise, de informações públicas utilizadas em relatórios.

Uma publicação poderia dizer:

“Entre os participantes acompanhados, 18% fundaram empresas.”

Isso não exige publicar a identidade de todos os participantes.

Quando uma história individual for publicada, o ideal é obter autorização prévia da pessoa quando a informação for claramente privada.

18. O que a ALEIN ganha com isso?

O principal benefício é construir uma memória de longo prazo do ecossistema.

A ALEIN poderá compreender:

  • para onde os talentos vão;
  • quais experiências tiveram em Leme;
  • quais escolas e programas aparecem em suas trajetórias;
  • quantos empreendem;
  • quantos retornam;
  • quais conexões mantêm com a cidade;
  • onde existem oportunidades de intervenção.

Isso permite que decisões futuras sejam baseadas em evidências acumuladas, e não apenas em histórias isoladas.

19. E se as pessoas forem embora de Leme?

Isso não significa que o projeto perdeu essas pessoas.

Na verdade, a saída pode ser uma das informações mais importantes do Tether.

A pessoa pode continuar conectada à cidade através de:

  • mentoria;
  • investimento;
  • criação de negócios;
  • contratação;
  • palestras;
  • pesquisa;
  • parcerias;
  • retorno eventual;
  • apoio a novos talentos.

O objetivo não é necessariamente reter talentos em Leme, mas entender e fortalecer a relação entre Leme e seus talentos.

20. Qual é o objetivo final do Projeto Tether?

Depois de 10, 20 ou 30 anos, o Tether deve permitir que a ALEIN responda perguntas que hoje ninguém consegue responder. Por exemplo:

  • Quem são os talentos ligados a Leme?
  • Como suas trajetórias evoluíram?
  • O que aconteceu antes de eles criarem empresas ou produzirem impacto?
  • O que Leme fez certo?
  • Onde perdemos oportunidades?
  • Como podemos ajudar a próxima geração?

O objetivo final não é construir uma lista de “pessoas excepcionais”, senão construir uma memória viva de talento, mobilidade e impacto ligada a Leme. E usar essa memória para tornar o ecossistema cada vez melhor.

Histórico de alterações

08/08/2026 – Esta página publicada.

Para parceiros

As seções abaixo descrevem o Projeto Tether para parceiros.

Status do projeto
Próximos passos– Terminar esta página
— Adicionar perguntas de pesquisa (1ª seção após TOC)
— Problemas de formatação em FAQs
— Modelo CPCSIA
— Modelo 7Q
– Publicar vagas
– Recrutar time
Modelo CPCSIA

Modelo 7Q